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Amália... A homenagem que o Fontes faz à diva do fado


Fonte Global

Amália

Depois daqueles dois senhores ali em baixo terem escrito aquelas coisas, não há vontade nenhuma de pôr um post por cima deles! Mas dizem-me "Tens um contrato, por isso trabalha!" e o que tem que ser, tem que ser e é mais forte... Chorarei meu triste Fado!

Fui ao cinema, pela primeira vez, ver um filme português. Sala cheia, público diversificado (pessoal de 20 e tal e senhores/as e suas bengalas/próteses de 80 e muitos).
Não fazia a mínima ideia da história desta senhora, só sabia que cantava fado.
Descobri que era uma ganda maluca, divorciada no tempo de Salazar e apoiante do regime, com inúmeros amantes devido à solidão da sua alma (cenas ousadas com eles e tudo! Imagino as palpitações nos corações de 80 anos), acima de tudo uma grande voz com um grande coração.
Os grandes êxitos dela surgem ao longo do filme de forma natural e lógica. É um filme engraçado para todas as idades, gostei. Eu classifico os filmes por valer os € 3,5, sendo este bom o suficiente para tal.
Crítica ao filme, o Ricardo Carriço é o pior português a tentar imitar um sotaque brasileiro, com tantas novelas já devia ter aprendido não?; aquele miúda que fez de indiana na novela da tvi, já ninguém a aguenta a fazer esse papel, podiam ter escolhido outra actriz para o filme!!; Os cenários digitais são tenebrosos bem como a caracterização da Amália enquanto velha.
Foi por vontade de Deus
que vivo nesta ansiedade.
Que todos os ais são meus,
Que é toda a minha saudade.
Que estranha forma de vida
tem este meu coração:
vive de forma perdida;
Quem lhe daria condão?
Que estranha forma de vida
Coração independente,
coração que não comando:
vive perdido entre a gente,
teimosamente sangrando,
coração independente.
Eu não te acompanho mais:
pára, deixa de bater.
Se não sabes onde vais,
porque teimas em correr,
eu não te acompanho mais.

P.S.: Casada com José Fidalgo, amante de Ricardo Pereira e ter o Ricardo Carriço no final, também não me importava nada de fazer de Amália... ;)

Barco Negro - Amália



«São loucas! são loucas! loucas...

Eu sei, meu amor,
Que nem chegaste a partir
Pois tudo em meu redor
Me diz que estás sempre comigo
Eu sei, meu amor,
Que nem chegaste a partir
Pois tudo em meu redor
Me diz que estás sempre comigo

De manhã, que medo, que me achasses feia!
Acordei, tremendo, deitada na areia
Mas logo os teus olhos disseram que não,
E o sol penetrou no meu coração
Mas logo os teus olhos disseram que não,
E o sol penetrou no meu coração

Vi depois, numa rocha, uma cruz,
E o teu barco negro dançava na luz
Vi teu braço acenando, entre as velas já soltas
Dizem as velhas da praia que não voltas:

São loucas! loucas...

Eu sei, meu amor,
.... .... ....

No vento que lança areia nos vidros;
Na água que canta, no fogo mortiço;
No calor do leito, nos bancos vazios;
Dentro do meu peito, estás sempre comigo
No calor do leito, nos bancos vazios;
Dentro do meu peito, estás sempre comigo

( solo )

Eu sei, meu amor...»


Música: Caco Velho, Piratini
Letra: David Mourão-Ferreira


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