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Candidatura

O amor não existe. O amor é fetiche. O amor é triste.
O amor é como Deus, quanto mais o procuramos, mais ele foge de nós.
O amor é a "menina" a quem pagamos 25€ por uma mamada.
O amor não é nobre, o amor é pobre.
O amor é nada, não tem preço dizem eles...coitados...
O amor é para todos os que se não possam dar ao luxo de "apenas" (...coitados...) fornicar.
O amor não é o reverso do ódio, é seu amigo e confidente.
O amor detesta-nos, em nos chamando outro fito não é o seu que não o de nos usar e destruir e maltratar e condenar a toda uma vida de vazio.
O amor não sugere, conspira.
O amor não é Roma quando lido ao espelho, antes é Tróia, na sua história se revendo e regozijando com semelhantes destinos.
O amor não dilata, retrai.
O amor não é nós, é ele, ele e só ele e mais ninguém.
O amor não é coração, é entranha.
O amor não constrói, destrói, o que dele fica são as histórias das suas vítimas nunca as dos seus (in)sucessos.
O amor não é cego, nem cegueira produz, ele é a águia do desprezo, fazendo-nos rastejar bem sabendo que por ele suspiramos.
O amor não é justo, nunca foi, nunca será.
O amor não é cinema, é novela de televisão...coitados...
O amor é dos fracos, por eles inventado para protelarem a impotência do carácter.
O amor detesta Nietzsche, e é cobarde porque nunca lho disse.
O amor não é ilusão, não é crença, não é Deus...O amor é Dostoiévski, é sujo, é ordinário, é criminoso. O amor é isto.
E mais que isto não é Jesus Cristo como dizia o outro, mais que isto é que desisto...
Coitado...

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