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As Presidenciais

No dia hoje, foi publicado no DN uma sondagem relacionada com as eleições presidenciais. Cavaco Silva segue largamente na frente com 57% dos votos dos inquiridos. Apesar de manter o tabu (e ainda bem para não condicionar a sua actuação como presidente), é considerado pelos votantes como aquele que reune melhores condições para exercer o cargo presidencial. Há quatros anos atrás foi eleito à primeira volta com 50,6 % dos votos, o que parece que vai suceder no próximo acto eleitoral.
Na segunda posição está Manuel Alegre com o apoio de 19% dos inquiridos, com um resultado inferior ao obtido há quatro anos atrás.
Em terceiro e último lugar encontra-se Fernando Nobre, contando com 8% dos votantes na sondagem. O surgimento desta candidatura veio dividir a esquerda, designadamente o seio do Bloco de Esquerda que já tinha dado o seu apoio a Manuel Alegre.
Sintetizando, Cavaco surge em primeiro lugar (certamente contará com o apoio do PSD e CDS), Manuel Alegre é a segunda opção, e no terceiro e modesto lugar está Fernando Nobre.

A candidatura de Fernando Nobre



A candidatura de Fernando Nobre veio baralhar as contas já baralhadas da esquerda. De um lado vamos ter, como espero, um candidato da direita, Cavaco Silva e do outro, quatro candidatos da ala esquerda: Manuel Alegre, Fernando Nobre e um candidato do apresentado pelo PCP. Cavaco está a rir-se de toda a confusão reinante à esquerda, pois parece que tem o tapete da reeleição estendido. O anúncio da candidatura de Fernando Nobre foi, assim, uma prenda para Cavaco. Vamos ter uma reedição das anteriores eleições presidenciais com duas candidatura fortes de esquerda. Uma coisa aprendemos nessa altura, a existência de duas candidaturas pujantes na esquerdas só beneficiaram a eleição de Cavaco Silva. Estas eleições vão ser mais do mesmo, estando eu convicto que Cavaco vai suceder a ele próprio.

O terceiro eurodeputado vai para...

PCP ou BE?


Parece que Rui Tavares vai ter de esperar pelo resultado dos votos dos emigrantes para saber se foi eleito.

São os outros q decidem por ti?!


100 kms de puro calvário

Penso que não é a primeira que faço um post sobre o mesmo tema, mas como diria Vítor Espadinha: “recordar é viver”.

Sou um utente “assíduo” das nossas estradas. Faço em média 100 kms por dia. Até nem me podia queixar muito do estado de conservação das estradas, porque já estiveram bem piores. Queixo-me é da falta de oportunidade da realização das obras. Passo a explicar: porque é que se lembram de iniciar todas as obras ao mesmo tempo? A resposta só pode ser uma: eleições! Como cereja em cima do bolo, este ano temos três “corridas” às urnas, logo os esforços dos autarcas e do governo serão redobrados para mostrar obra feita, ou pelo menos, iniciada.

Ainda hoje, estive 20 minutos parados na Trofa porque a circulação era efectuada de modo alternado, tive de recorrer a uns desvios manhosos em Santo Tirso e utilizar várias estradas abertas (em muito mau estado), porque ainda não perceberam que se deve fechar aquilo que se abre.

Os responsáveis pelas obras ainda não entenderam que seria muito mais vantajoso para os cidadãos e, talvez, para eles, se estes realizassem as obras no período nocturno. Sim porque não prejudicariam o tráfego rodoviário e estariam à vontade para beberem umas cervejas sem o pessoal ver.

Para mim, este tipo de oportunismo não passa de um insulto aos portugueses, porque com isso querem afirmar que temos memória curta e só nos lembramos das obras feitas mais recentemente e nos esquecemos daquelas feitas no início dos mandatos.

É só mais um desabafo de alguém que demorou o dobro do tempo para chegar ao escritório.

As Eleições...

Este vai ser um ano muito atípico. Sim, porque vamos ter de nos deslocar três vezes às urnas: europeias, legislativas e autárquicas. Isto para aqueles que fazem valer o seu dever cívico. (Ou será um direito? – a forte abstenção que se tem verificado ultimamente deixa-me com muitas dúvidas)
As europeias funcionarão apenas como barómetro. Nada mais.
Já as outras duas serão a valer. E vai doer.
Aliás, já dói. Todos nós estamos a sofrer a campanha pré-pré-eleitoral. Eu que o diga… Para me deslocar ao escritório, demoro mais 15 minutos. Isto porque os senhores autarcas e os senhores governantes se lembraram de esperar até às vésperas das eleições para mostrar a obra feita.
Cortam o trânsito, abrem buracos, pintam fachadas, inauguram “coisas”, mandam propaganda para as nossas caixas de correio…
O azar deles é que, desta vez, o dinheiro não é muito, porque, caso contrário, eu demoraria o triplo do tempo a chegar ao escritório.
Quem me conhece sabe que sou simpatizante de um partido de direita, mas, neste aspecto, são todos iguais.
Quanto aos resultados das votações, que ganhe o melhor. Mas acho que isso é uma utopia. Digo eu…

O Calendário Eleitoral

2009 é um ano político muito intenso e decisivo, pois vamos ter três actos eleitorais. Sabemos que há todo um processo formal para marcar as datas de eleições, mas circulam rumores de datas e de inclinações sobre datas sobrepostas. Os partidos já estão todos com a cabeça no calendário das eleições, mas é de todo conveniente não assumir.
Será importante sublinhar que de acordo com a Lei Eleitoral dos Órgãos das Autarquias Locais, o Governo pode convocar as autárquicas para um período entre 22 de Setembro e 14 de Outubro, tendo como data limite para a sua marcação o dia 28 de Julho - 80 dias antes do último domingo possível para as eleições. De acordo com a Lei eleitoral da Assembleia da República, o Presidente da República terá de decidir até 12 de Agosto (60 dias antes do último domingo possível) que dia prefere para as legislativas, que terão de se realizar entre 14 de Setembro e 14 de Outubro.
Como tem ocorrido em outros anos, as Eleições Europeias devem acontecer durante o mês de Junho.
Quanto a fazer coincidir a realização das eleições legislativas e autárquicas no mesmo dia, perfilho a opinião do PS. Fazendo coincidir essas duas datas, certamente seria uma grande confusão, sendo eleições tão diferentes.
Realizar as eleições europeias e legislativas no mesmo dia, sou favorável, mas tal não é possível, porque as eleições legislativas têm de ocorrer em entre 14 de Setembro e 14 de Outubro. A única forma de fazer coincidir estas duas eleições, seria operar-se uma antecipação das eleições parlamentares. Esta decisão dependeria sempre do Presidente da República, pressupondo sempre uma dissolução da Assembleia da República. Como constatamos, tratava-se de uma dissolução sem um verdadeiro motiva para tal, não sendo provável que Cavaco enverede por esse caminho. Em conclusão, acredito que vai ficar tudo na mesma, pelo que vamos ter três actos eleitorais em 2009.

Câmara de Lisboa

Os Vereadores do PSD tiraram o tapete a Carmona Rodrigues. Estranho é se não o fizessem. Agora a única questão prende-se com a realização de eleições intercalares na Assembleia Municipal. Penso que dever-se-iam realizar eleições por uma questão de coerência política apesar de ser um órgão autónoma da Câmara Municipal.

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