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Política à paisana



No JN de hoje surge uma interessantíssima peça sobre o estado de alma dos polícias portugueses. Além de se confessarem desmotivados pelas péssimas condições de trabalho (tendo de custear a indumentária oficial e, inclusivé, algemas), houve um trecho delicioso. A certa altura, um polícia confessa que aquelas aberturas oficiais de esquadras novas, nas entregas de novo equipamento, sejam carros ou armas, o que acontece é que vêm efectivos de esquadras doutros pontos do país para ajudar à festa. Ou seja, como em tudo com Sócrates, há um artifício de verdade, um misto de realidade e ficção, aquilo a que eu chamaria o lusco-fusco político: não é bem a sério, mas também não é totalmente falso.

A imprensa compraz-se com estes espasmos gráficos de competência e o contribuinte sorri "en passant", esperando que amanhã haja outro dia...

Enfim, assim se faz Portugal, em gerúndios indefectíveis...

P.S.: a foto é meramente demonstrativa do equipamento que as polícias portuguesas ainda hoje ostentam...

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