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Directas e indirectas

Escrevo neste espaço depois de um tempo de interregno. Não porque não tivesse vontade, nem tão pouco me queixo do tempo porque ele há sempre quando queremos, mas por falta de disposição. Disposição, não disponibilidade.
Durante três semanas, absorvi-me nas eleições directas do PSD. Como militante, como dirigente. Só falava disto, só me falavam disso. Para não maçar os nossos leitores, entretive-me a acompanhar as análises técnicas, que quase nunca concordei, do Bruno e as tiradas humorísticas do nosso dr. de serviço.
Todavia, e agora que tudo passou, resta-me dizer que espero, bem lá do fundo que tudo corra bem. Duvido e não prevejo. Mas enfim... Para quem quiser saber o que penso deste desiderato, e porque não me apetece auto-flagelar, leia Pacheco Pereira ou Miguel Veiga.
Quanto ao resto, Mourinho continua a fazer sombra a todos os números dois do mundo e a Maddie causou a primeira demissão. Triste país que tem o melhor treinador do mundo e caminha a passos bem ligeiros para uma sociedade Siciliana...
Enfim, a terminar, uma nota de regozijo porque nem tudo é mau: que pinta, o Santana, ah?!
Ps: Amanha a Turquia vai ficar mais longe da Europa...
PS: Ai se não fosse por Braga. Acreditem que é mesmo e vai ser mesmo...

Águas da Blogosfera - Teoria do feitor

"Um amigo, fundador do PSD, contou-me o que se passava: “O que está em causa não é quem vai mandar no partido, apenas se trata de escolher o feitor, ou seja, aquele que vai cuidar da propriedade de outros e por conta destes – até que daqui a uns anitos, quando Sócrates se esgotar, os donos da ‘herdade’ surgirão para tomar posse efectiva daquilo que sempre foi deles.
Esta tese é difícil. Em política, os planos feitos para vários anos quase nunca dão certo. Depois, acreditar na ideia de que no PSD é possível colocar alguém numa liderança mais ou menos fictícia, oferecendo de bandeja uma legislatura aos adversários, seria apoucar a lucidez dos militantes laranja – os que se crêem senhores do PSD arriscam-se a ter pouco partido no fim da história.
Mas o principal problema é que o tal ‘feitor’ pode convencer-se de que é mesmo o dono da coisa – e a crise nunca mais terminará
".

Carlos Abreu Amorim

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