Intrigante oxímoro*
Lily AllenOctavio Paz diz que a «rebelião do corpo é também a da imaginação». Lembrei-me daquelas t-shirts (normalmente justas e semi-transparentes) que têm umas frases que ficam coladas sobre as mamas. Há nelas (nas t-shirts) uma quase comovente honestidade. "É para olhar, mas com descrição até porque isto é apenas uma peça de roupa." É também nestas afirmações de particularidade que se constroem idiossincrasias sexuais. Contudo, esta marginalidade, ou esta irreverência hodierna, tornou-se em repetições de rituais, criando assim a negação do seu propósito: insubordinação convertida em método e transgressão em solenidade. A negação deixa assim de ser criadora.
* ou a mania que eu tenho de tentar ler para lá das evidências, quando no fundo a Lily Allen não passa de uma puta ébria.