Também estou a ler "O Alienista" do Machado de Assis, mas só tem 85 páginas...
By Anónimo
on terça-feira, 27 de novembro de 2007
22:26
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lá fui eu escolher livros daprateleira e vocês agora até pensam que eu coiso e tal e que domino largueiro a cena literária
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6 Comments
Na 5ª linha, da página 161, do livro Mulheres de Charles Bukowski, lê-se:
«Eles encarregavam-se disso. Mas tinha de ter cuidado.»
Na 5ª linha, da página 161, do livro Todo-o-Mundo de Philip Roth, lê-se:
«vez mais obcecado por pensamentos de natureza»
Já que tenho fama de petulante, mais vale também ficar com o proveito. É isso, sou um indivíduo que lê livros ao mesmo tempo, como quem come de boca aberta. Esta merda da corrente, fez-me pensar. Os livros são uma espécie de dever macio que se cumpre. Baforada de final de dia escorrido em plácidas esplanadas. Estadias recorrentes, onde se regressa sempre para tornar a saborear os dias de anos anteriores, tornam-se partes da nossa vida. O livro mostra: o futuro deposita o coração no passado. E, hoje, este blogger, não periódico e absolutamente desalinhado, conta um pouco do mundo de quem nele (ou por ele) escreve, o que constitui pretexto suficiente para interromper rotinas e assinalar o momento. O Dr. Etcétera (momento Jardel), o blogger mais atentamente desatento a norte do rio Douro, há-de continuar muito provavelmente como sempre foi: sem projectos, ao sabor dos humores, das perplexidades e das alegrias do seu ethos. Nunca terei outra linha editorial que não seja a que deriva da observação empírica, desordenada, do que vejo e do que pressinto. Do que tenho e do que me falta. Cá continuarei. Espero.
«Eles encarregavam-se disso. Mas tinha de ter cuidado.»
Na 5ª linha, da página 161, do livro Todo-o-Mundo de Philip Roth, lê-se:
«vez mais obcecado por pensamentos de natureza»
Já que tenho fama de petulante, mais vale também ficar com o proveito. É isso, sou um indivíduo que lê livros ao mesmo tempo, como quem come de boca aberta. Esta merda da corrente, fez-me pensar. Os livros são uma espécie de dever macio que se cumpre. Baforada de final de dia escorrido em plácidas esplanadas. Estadias recorrentes, onde se regressa sempre para tornar a saborear os dias de anos anteriores, tornam-se partes da nossa vida. O livro mostra: o futuro deposita o coração no passado. E, hoje, este blogger, não periódico e absolutamente desalinhado, conta um pouco do mundo de quem nele (ou por ele) escreve, o que constitui pretexto suficiente para interromper rotinas e assinalar o momento. O Dr. Etcétera (momento Jardel), o blogger mais atentamente desatento a norte do rio Douro, há-de continuar muito provavelmente como sempre foi: sem projectos, ao sabor dos humores, das perplexidades e das alegrias do seu ethos. Nunca terei outra linha editorial que não seja a que deriva da observação empírica, desordenada, do que vejo e do que pressinto. Do que tenho e do que me falta. Cá continuarei. Espero.
Bem, não faço ideia se vou reincidir nas nomeações. Portanto, peço desde já desculpa por alguma repetição. Assim, passo a bola ao meu amigo Pedro Morgado, ao Fernando Pessoa - que me parece um gajo capaz de responder assertivamente a este desafio, ao Exmo. Sr. Dr. futuro presidente cá do burgo, ao João Marques - que é, depois de mim, a pessoa que melhor domina a língua de Camões em toda a blogocoisa bracarense, e finalmente a esta senhora. De fora, e como represália, fica a senhora Joana Fernandes por ainda não ter anuído ao convite que lhe foi endereçado.