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Música em Braga

Entrando na máquina do tempo, encontramo-nos em 1994. Surgem os Blind Zero no panorama nacional, no auge do movimento grunge, inspirada em Bandas como Pearl Jam e Nirvana. O Portugal era um vazio neste género musical e rapidamente o primeiro álbum Trigger se tornou num dos primeiros discos rock a chegar ao disco de ouro.
Desde essa altura que se tornaram numa das minhas bandas portuguesas favoritas.
Dezasseis anos volvidos e vários discos editados, os Blind Zero foram ganhando uma identidade, com uma sonoridade muito própria. Há poucos dias lançaram “Luna Park”, um disco com um registo um pouco diferente daquele que nos vinham habituando. Já conhecíamos há quase um ano o primeiro single “Slow time love” e já desvendavam que iam abraçar novas tendências.
No sentido de conhecer este novo disco, fui assistir no passado dia 10 de Junho, ao showcase na Fnac – Bragaparque. Tocaram sete ou oito músicas e fiquei com a sensação que aqueles que estava a assistir não eram os mesmos que conheci em 1994. É sinal que evoluíram bastante ao logo destes anos, trilhando o seu próprio caminho, ficando-se com a ideia que estamos a ouvir sempre uma nova canção. Lembro-me que tocaram a “Two Days”, uma canção mais romântica, “Back To The Fire”, com uma sonoridade mais rock, entre outras, encerrando o show case com “Slow Time Love”.
De salientar que se o álbum foi composto e produzido pelos próprios, tendo gostado tanto do que ouvi que possivelmente vou assistir ao concerto que vão dar dia 23 na Casa da Música.
Aqui fica o endereço do site: http://www.blindzero.net/#Scene_1
Vale a pena passar por lá.

As Tunas de Regresso a Braga

Na próxima Sexta e Sábado realiza-se, no Theatro Circo, a 20.ª edição consecutiva do FITU Bracara Augusta. Ao longo dos anos, o FITU assumiu-se como um dos mais importantes festivais do país, trazendo a Braga tunas de grande craveira.  A alegria e música vão percorrer as ruas da cidade nos próximos dias. A não perder. 

Bom Fim-de-Semana

Mundo Cão no Theatro Circo

No próximo dia 6 de Junho, no Theatro Circo, actuam os Mundo Cão, onde vão fazer a apresentação do seu mais recente trabalho "A Geração da Matilha". Considerados pela crítica como uma das melhores bandas do momento, os Mundo Cão conquistaram público por todo o país. Dia 6 lá estarei.

Minha interpretação de Cover

Cover (ing.) = Versão (port.)

Versão = acto ou efeito de verter; volta; contorção; tradução literal de uma língua para outra; tradução; modo de contar alguma coisa; variante; interpretação; boato.

Deste modo e em termos musicais, uma cover não é mais do que uma interpretação que alguém faz de uma música já editada por outrem.

Porque é que faço esta chamada de atenção? Simplesmente porque DETESTO aqueles que utilizam as músicas de outros cantores ou bandas para “encher chouriços”, já que não têm reportório qualitativa e quantitativamente suficiente.

Ainda este fim-de-semana, estava eu a ouvira a Antena 3, quando me apercebo que uma banda, que até respeito, os Vicious Five, tocaram You shoot me all night long, dos AC/DC, de uma forma muito semelhante à original. Eles apenas quiseram, de certo, entusiasmar a plateia com um clássico. Os Vicious Five não precisam disso, são uma boa banda e podiam ter aproveitado o palco do Sudoeste para mostrar o bom reportório que possuem.

Mais casos existem, basta fazer uma pesquisa na net e verão mais situações do género. Por exemplo, a música Creep dos Radiohead é um caso gritante de “copy paste”. Sou fã desta banda e reconheço que até é positivo ver tanta gente a tocar as suas músicas, já que demonstra notoriedade. Mas por favor, façam-no de uma forma original, inovem o que está feito.

Um cover é uma interpretação própria, uma coisa diferente, uma nova roupagem… mas não uma imitação tipo Chuva de Estrelas. É tudo menos uma cópia.

Bons covers existem, por exemplo, na banda sonora do filme “I am Sam”. Os Placebo têm alguns covers interessantes.

Foi apenas um desabafo.

50ª Edição dos Grammy Awards


"A 50ª Edição dos Grammy Awards realizou-se ontem à noite e para surpresa de muitos o grande vencedor da noite foi o pianista de Jazz, Herbie Hancock, arrecadando o prémio mais cobiçado de Melhor Álbum do Ano assim como o de Melhor Álbum de Jazz Contemporâneo com o seu álbum River: The Joni Letters. Desde o álbum do saxofonista Stan Getz em conjunto com o guitarrista João Gilberto, Getz/Gilberto, que nenhum músico de Jazz tinha levado o prémio de Melhor Álbum do Ano para casa."
O mundo da música está em constante mudança, será este um prognóstico sobre o futuro?

Sure Thing - St. Germain

Maria João - E.C.T. (ao vivo na Fnac)



Bom fim-de-semana!

Vinícius de Moraes - Tarde em Itapuã





P.S. - Até dói de tão boa que é!
P.S.1 - A música, claro...

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