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Páscoa: compasso, amêndoas, coelhinhos, ovinhos e dettol...



A passagem do compasso pascal pelas habitações é uma tradição que se mantém bastante viva na cidade de Braga, ainda marcada por uma intensa religiosidade. Na verdade, a Semana Santa é vivida e celebrada de uma forma profunda e peculiar por milhares de bracarenses e visitantes. Contudo, e apesar de todo o fervor e movimento que o período quaresmal empresta à cidade, a época acaba por ser, ano após ano, uma réplica contínua de rituais, cerimoniais, formalidades... Para uns, este facto é entendido como uma austera monotonia e, segundo outros, revela uma tradição orgulhosamente enraizada.

“Tlim-tlim-tlim”, entoa o sininho intensamente chocalhado nas mãos de uma criança, já exausta de tanto andar e que logo se apronta a sentar-se. “Paz a esta casa e a todos quantos nela habitam… Aleluia! Aleluia! Aleluia!” Invariavelmente, é com esta lengalenga (e perdoem-me os mais sensíveis pelo tom herético do termo) que as cruzes floridas e perfumadas percorrem as casas, anunciando jubilosamente a ressurreição de Cristo. De seguida, vêm os beijinhos, os apertos de mão entusiasmados, os abraços e as palmadinhas nas costas, acompanhados da repetida e calorosa expressão “boas festas!” Num abrir e fechar de olhos, a visita termina com o tilintar das moedas e o cair surdo das notas nos saquinhos de veludo… De quando em vez, aparece também o envelope branco assinado, que os mais esquecidos enviam à última hora ao senhor abade (sim, porque o envelope, por norma, é enviado com a devida antecedência! Talvez por motivos de facilitação da “contagem”…) Saldo positivo para o senhor abade porque engordou (a conta); saldo positivo para os donos da casa e seus convivas porque receberam a visita de Cristo; saldo positivo para Cristo porque ressuscitou e, além disso, carrega mais germes, bactérias e microrganismos afins do que os que carregava na casa anterior… Mais um beijinho, mais um microbiozinho! E assim se cumpre a tradição! Tal como canta o senhor abade brasileiro que dança e faz karaoke nas missas, “são todos filhos do Senhor!” (incluindo tais seres microscópicos…)

De facto, pensar que a mesma cruz é beijada de forma sobreposta por centenas e, talvez, milhares de pessoas sempre me fez alguma confusão, mas a verdade é que isso nunca me inibiu de fazê-lo. No entanto, este ano deparei com uma incrível surpresa, numa pitoresca mas, já por este facto, avançada freguesia de Braga: o mordomo não só transportava a cruz como também toalhetes da Dettol! Sempre que beijada, a cruz era limpa com um toalhete! (Não sei com que frequência este era substituído. Talvez um por casa, não faço ideia, mas valeu a intenção, a preocupação demonstrada pelas regras da boa higiene!)

“Paz a esta casa e guerra aos germes que nela queiram habitar… Aleluia! Aleluia! Aleluia!”

a propósito

boa noite.

a páscoa já foi. coelhas nem vê-las. melhor. vê-las só na net. ou pagando o mesmo valor que pagava por uma diária num local com mesas, cadeiras e tv que alguém se lembrou de chamar restaurante, onde confundiam pimenta com aquele condimento que se pode pôr no leite creme (não, amigas, não é a língua) e na aletria. isso e ameijoas à bolhão pato. me gusta! e saber que o gajo, o bolhão pato, ficou ao nível de um fodido com o eça a propósito da personagem alencar. alencar, para os mais incautos, é (sim, é; eça merece, e não é por causa das mamas da soraia) o gajo que se pegou com o joão da ega, a propósito de algo que desde sempre motivou as grandes querelas: o petróleo. claro, sempre o ouro negro. ó etc., desculpa lá, mas estás equivocado. o petróleo foi o saddham e os do kuwait. o alencar e o joão da ega foi outra coisa. também ela, curiosamente, profícua na criação de líquidos activos. ah, então confundi-me. ainda 'tou meio esgrouviado das amêndoas que não comi. portanto, gerações de hoje em dia, do hodierno saber, estava eu a falar daquela passagem em que eles se pegaram. os dois. adoradores de meninas. farfantes. piteireiros. o bolhão pato não era o alencar. como eça explicou mais tarde. um dia passo a carta para aqui. hoje não.

Fonte Global

Páscoa


Andava eu a procura de um coelho giro para pôr aqui e deparei-me com este coelhinho fófinho!

De olhos vermelhos
De pêlo branquinho
Dou saltos bem altos
Eu sou um coelhinho

Comi uma cenoura
Com casca e tudo
Ai que ela era tão grande
Que eu fiquei barrigudo

Dou saltos pra frente
Dou saltos pra traz
Eu sou um coelhinho
Que de tudo sou capaz

Comam muitas amêndoas e bolinhos!

Páscoa Feliz


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