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Lido na estampa

Sou dos que estão de acordo com a prioridade dos deputados na vacinação contra a gripe H1N1, ao lado dos profissionais de saúde "dificilmente substituíveis", e os do INEM, do Instituto do Sangue ou da Linha Saúde 24.
Como nos naufrágios, primeiro os deputados, depois as mulheres e as crianças. Precisamos, de facto, dos deputados como de pão para a boca. Se eles calhassem de apanhar a gripe, o país pararia; sem as suas intervenções antes, depois e durante a Ordem do Dia, não saberíamos que fazer nem que pensar; sem as suas votações levantando-se e sentando-se disciplinadamente às ordens das direcções partidárias, seria o caos no país e nas consciências; e sem o Canal Parlamento a vida perderia sentido. Parafraseando Brecht, sem os deputados "o trigo cresceria para baixo em vez de crescer para cima (…)/ E atrever-se-ia o Sol a nascer/ sem [sua] autorização"? Não entendo, por isso, os que defendem que os doentes crónicos e de risco deveriam ser vacinados primeiro que os deputados. Doentes é o que mais há e, se morrerem, podem substituir-se com facilidade. E ainda se poupará em despesas de saúde.
Manuel António Pina

O medo da pandemia ou a pandemia do medo?

O presidente da Ordem dos Médicos de Espanha, Juan José Rodríguez Sendín, denunciou hoje que existem interesses económicos por detrás da criação de "uma epidemia de medo" causada por uma "doença fantasma", noticiou o diário espanhol "El País".
Já ontem, o conselho-geral da Ordem dos Médicos de Espanha tinha advertido, num comunicado de imprensa, que se está a criar "um alarme e uma angústia exagerada à volta da gripe A".
Mas esta manhã Rodríguez Sendín foi mais duro nas críticas que proferiu durante uma conferência de imprensa. "Existem interesses económicos, que são evidentes, e inclusive políticos", acusou o responsável.
"Com os dados à frente" confirma-se que o vírus da gripe A regista taxas de mortalidade e complicações "bastante mais leves e toleráveis" do que as que a gripe sazonal manifesta todos os anos, acrescentou Rodríguez Sendín.
Assim, "95% dos pacientes irá passar pela doença sem problemas" e "não há razão para serem mais vacinados" do que já são para resistir a uma gripe normal, tranquilizou o responsável.
Que dizer? Julgo que Juan Sendin tem toda razão e teve muita coragem para vir denunciar este “negócio”.
“Trinidad Jimenez, ministra espanhola da Saúde reconhece que gripe A não tem maiores consequências que a gripe vulgar”.
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FÉRIAS







A maior ameaça para propagar a Gripe A

Ninguém fala neles, mas eles andam por aí.
Todos se preocupam com a tosse e os espirros, mas esses sintomas são perfeitamente audiveís e ainda vamos a tempo de fugir.
Falo dos perdigotos, sim aquelas gotículas minúsculas de saliva que são expulsas durante a fala de uma pessoa. Há gente manda uma quantidade deles a uma velocidade impressionante. Será dos dentes, do excesso de saliva acumulada na boca ou será que estão simplesmente com "água na boca"?
Por vezes até me sinto como o Neo do Matrix, a fugir dos perdigotos, porque há pessoas que são autênticas metralhadoras humanas.
Por isso vamos lá ter cuidado.
Foi um desabafo

Gripe A

Compreendo que são necessários cuidados especiais face à pandemia da gripe A. Mas por favor, não alarmem o povo. Contabilizem o tempo dispendido pelos serviços noticiosos com o tema. É que se os jornalistas se limitassem a fazer o ponto da situação e a prestarem informação útil, mas não! Arranjam qualquer coisa para encher chouriços. Por vezes estão mais de vinte minutos sem sair de cima com o tema. É obra um telejornal durar mais de uma hora. A noticia é quando o Benfica é campeão e não quando o F.C. Porto o é.

Podiam dizer quantos doentes com a gripe A estão curados. Por favor, estou farto de ver e ouvir a Ministra da Saúde. Mal por mal, devolvam o posto ao Manuel Pinho. Pelo menos animava a malta.
Ontem tossi. Nem imaginam o que sofri: os olhares de repulsa e cheguei a ver um individuo a ligar para a linha saúde 24. Mas por sorte, ele não tinha saldo. Tudo voltou ao normal, quando as pessoas viram que me entalei com um pedaço de pão.

A doença tem cura e só temos de ter atenção com os sintomas.

A culpa é do Sócrates.

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