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a propósito

boa noite.

a páscoa já foi. coelhas nem vê-las. melhor. vê-las só na net. ou pagando o mesmo valor que pagava por uma diária num local com mesas, cadeiras e tv que alguém se lembrou de chamar restaurante, onde confundiam pimenta com aquele condimento que se pode pôr no leite creme (não, amigas, não é a língua) e na aletria. isso e ameijoas à bolhão pato. me gusta! e saber que o gajo, o bolhão pato, ficou ao nível de um fodido com o eça a propósito da personagem alencar. alencar, para os mais incautos, é (sim, é; eça merece, e não é por causa das mamas da soraia) o gajo que se pegou com o joão da ega, a propósito de algo que desde sempre motivou as grandes querelas: o petróleo. claro, sempre o ouro negro. ó etc., desculpa lá, mas estás equivocado. o petróleo foi o saddham e os do kuwait. o alencar e o joão da ega foi outra coisa. também ela, curiosamente, profícua na criação de líquidos activos. ah, então confundi-me. ainda 'tou meio esgrouviado das amêndoas que não comi. portanto, gerações de hoje em dia, do hodierno saber, estava eu a falar daquela passagem em que eles se pegaram. os dois. adoradores de meninas. farfantes. piteireiros. o bolhão pato não era o alencar. como eça explicou mais tarde. um dia passo a carta para aqui. hoje não.

Pleno de actualidade

"O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Não há princípio que não seja desmentido nem instituição que não seja escarnecida. Já não se crê na honestidade dos homens públicos. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos abandonados a uma rotina dormente. O desprezo pelas idéias aumenta a cada dia. A ruína econômica cresce, cresce, cresce... A agiotagem explora o juro. A ignorância pesa sobre o povo como um nevoeiro. O número das escolas é dramático. A intriga política alastra-se por sobre a sonolência enfastiada do país. Não é uma existência; é uma expiação. Diz-se por toda a parte: "O pais está perdido!."

Eça de Queiroz em As Farpas, 1871

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