A propósito do "argumento mais despropositado que já vi / li / ouvi sobre o tema"
By Nuno Ramalho
on quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
10:42
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O fulano do PSD disse que não concordava porque não o que eu acho um argumento por si só extraordinário
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Sou um tipo que sai cedo do trabalho por isso ainda consigo chegar a casa a horas de ouvir o "frente-a-frente" no Jornal das 9 da Sic Noticias.
Diálogo de ontem, estando a Helena Roseta pela "esquerda" e um fulano qualquer pela "direita", com o Grande Mário Crespo a moderar:
Helena Roseta: "(...) porque o casamento entre pessoas do mesmo sexo tem de ser autorizado. Pela lei todos somos iguais pelo que todos têm o direito a casar" (utilizando o argumento mais comum deste corrente de opinião, baseando-se numa interpretação do artigo 13º, números 1 e 2 da Constituição da República Portuguesa)
Mário Crespo: "Certo. Então terá de concordar que, se todos têm o direito a casar, então a senhora será obrigada a admitir que se autorize também o casamento poligâmico"
Helena Roseta: "Não Mário, porque desde os Gregos que o Casamento é apenas entre duas pessoas e não três ou quatro"
Nuno Ramalho: "Pois, mas talvez desde os gregos o casamento seja entre pessoas de sexo diferente"
É claro que alguns poderão considerar (como consideraram) esta questão "despropositada" quando fui eu a colocá-la. Talvez agora tenha mais razão de ser... É que interpretações da Lei Constitucional há muitas, como os chapéus...
E os argumentos por vezes caem, como a fruta demasiado madura...




