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100 kms de puro calvário

Penso que não é a primeira que faço um post sobre o mesmo tema, mas como diria Vítor Espadinha: “recordar é viver”.

Sou um utente “assíduo” das nossas estradas. Faço em média 100 kms por dia. Até nem me podia queixar muito do estado de conservação das estradas, porque já estiveram bem piores. Queixo-me é da falta de oportunidade da realização das obras. Passo a explicar: porque é que se lembram de iniciar todas as obras ao mesmo tempo? A resposta só pode ser uma: eleições! Como cereja em cima do bolo, este ano temos três “corridas” às urnas, logo os esforços dos autarcas e do governo serão redobrados para mostrar obra feita, ou pelo menos, iniciada.

Ainda hoje, estive 20 minutos parados na Trofa porque a circulação era efectuada de modo alternado, tive de recorrer a uns desvios manhosos em Santo Tirso e utilizar várias estradas abertas (em muito mau estado), porque ainda não perceberam que se deve fechar aquilo que se abre.

Os responsáveis pelas obras ainda não entenderam que seria muito mais vantajoso para os cidadãos e, talvez, para eles, se estes realizassem as obras no período nocturno. Sim porque não prejudicariam o tráfego rodoviário e estariam à vontade para beberem umas cervejas sem o pessoal ver.

Para mim, este tipo de oportunismo não passa de um insulto aos portugueses, porque com isso querem afirmar que temos memória curta e só nos lembramos das obras feitas mais recentemente e nos esquecemos daquelas feitas no início dos mandatos.

É só mais um desabafo de alguém que demorou o dobro do tempo para chegar ao escritório.

As Eleições...

Este vai ser um ano muito atípico. Sim, porque vamos ter de nos deslocar três vezes às urnas: europeias, legislativas e autárquicas. Isto para aqueles que fazem valer o seu dever cívico. (Ou será um direito? – a forte abstenção que se tem verificado ultimamente deixa-me com muitas dúvidas)
As europeias funcionarão apenas como barómetro. Nada mais.
Já as outras duas serão a valer. E vai doer.
Aliás, já dói. Todos nós estamos a sofrer a campanha pré-pré-eleitoral. Eu que o diga… Para me deslocar ao escritório, demoro mais 15 minutos. Isto porque os senhores autarcas e os senhores governantes se lembraram de esperar até às vésperas das eleições para mostrar a obra feita.
Cortam o trânsito, abrem buracos, pintam fachadas, inauguram “coisas”, mandam propaganda para as nossas caixas de correio…
O azar deles é que, desta vez, o dinheiro não é muito, porque, caso contrário, eu demoraria o triplo do tempo a chegar ao escritório.
Quem me conhece sabe que sou simpatizante de um partido de direita, mas, neste aspecto, são todos iguais.
Quanto aos resultados das votações, que ganhe o melhor. Mas acho que isso é uma utopia. Digo eu…

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