A.E. (Aliança de Esquerda) nas Eleições para Lisboa

Ontem foi amplamente noticiado a criação de um movimento (que actualmente já conta com 170 personalidades), que defende a uma convergência de esquerda nas próximas eleições para a autarquia lisboeta.
Segundo Paulo Fidalgo, presidente da Associação Política Renovação Comunista, o objectivo é "construir um projecto para a cidade, que tem de ser plural e que reúna as diversas forças".
Contudo, o real intuito desta convergência é evitar a fragmentação da esquerda, que pode levar à derrota do PS e à eleição de Pedro Santana Lopes.
Esta aliança ainda será possível?
Como costuma dizer Marcelo Rebelo de Sousa: "Só se Cristo voltasse a descer à Terra".
O distanciamento entre as esquerdas é enorme. O BE voltaria a apoiar António Costa depois da novela Sá Fernandes? O PS cederia às pretensões comunistas?
O que interessa ao PCP e BE é fazer oposição. Que dividendos retiram com a gestão da cidade Lisboa?
O que perspectivo é mais uma batalha perdida para a direita, com Santana Lopes a rir-se de tudo isto.

11 Response to "A.E. (Aliança de Esquerda) nas Eleições para Lisboa"

  1. «O que interessa ao PCP e BE é fazer oposição.»Caro Bruno, que factos servem de base para afirmar isto?

    Anónimo says:

    Não desculpes os fracassos do PSD com as estratégias dos partidos mais "pequenos".

    Caro Marco

    1. Determinados factos podem servir para expressar opiniões.

    2. Opiniões podem ser expressas para justificar determinados factos.

    Chego aqui:

    Geralmente partimos de convicções pessoais que posteriormente procuramos justificar encontrando factos sobre os quais estas possam assentar.

    Quanto à CML, a minha convicção é que as diversas forças políticas à esquerda do PS não querem nenhuma convergência porque pensam que vão ter um bom resultado nas eleições. Efectivamente o BE e o PCP não demonstraram nenhuma abertura para a convergência.

    Neste momento, o BE e o PCP não são uma alternativa à governação futura do país. Quando me refiro que o PCP e o BE querem é fazer oposição, estou-me a referir a aspirações governativas.

    No caso do poder local, não posso afirmar o mesmo, pois o PCP está à frente de várias Câmaras no país.

    Caro Anónimo

    Depois do fracasso do PSD em Lisboa, este tem fortes probabilidades de vencer as eleições porque o PCP e o BE, por razões tácticas, não aceitam uma coligação à esquerda.

    Caro Bruno,

    Tanto quanto sei (lendo por aí) o BE (tanto a nível nacional como local) não se aventura com coligações e junções ao PS devido a um facto muito fiável: não se compactua com as políticas postas em prática pelo PS.

    Um argumento muito válido e até compreensível pois esquecer o que o (PS, PSD e CDS-PP) fizeram com o país é um passo para continuidade.

    Se considerares que, e citando-te, «Neste momento, o BE e o PCP não são uma alternativa à governação futura do país», apenas é uma convicção pessoal. Eles têm propostas definidas e, a meu ver, não enganam ninguém com as suas aspirações. Se têm aspirações governativas, penso que é normal para qualquer força política.

    Quanto à convergência à esquerda (em Lisboa), voltamos a bater na tecla: O BE não se compactua com a política do PS portanto qualquer ligação (mesmo a nível local) seria uma contradição.

    Anónimo says:

    "Eles têm propostas definidas e, a meu ver, não enganam ninguém com as suas aspirações."

    SÓ PODES ESTAR A GOZAR!!!!!

    Se as propostas são assim tão bem definidas e se o seu propósito é contextualiza-las ao panorama português, por que diabos é que nunca convenceram suficientes pessoas para sequer almejar pô-las em práctica?

    É porque são boas!

    PASSA!!!!!

    Unknown says:

    «SÓ PODES ESTAR A GOZAR»Sim. Ainda falta definir algumas, mas ainda vamos a tempo.

    «Se as propostas são assim tão bem definidas e se o seu propósito é contextualiza-las ao panorama português, por que diabos é que nunca convenceram suficientes pessoas para sequer almejar pô-las em práctica?
    »
    Ora nem mais. Responda você. Penso que vários factores implicam isso, nomeadamente factores internos (mentalidade).

    Anónimo says:

    Portanto. A maioria dos portugueses, é um bando de retardados mentais, que não consegue perceber que as fantásticas estratégias da extrema esquerda são a solução de grande parte dos nossos problemas.
    Até nisto os portugueses são atrasados...
    Como é possível ainda não termos aprendido com os casos de sucesso que foram/são os estados comunistas e afins?!?!!?

    QUÉ DELES?!?!

    Se calhar não me expressei bem.
    Não era isto que pretendia afirmar mas, sim, que os portugueses continuam com uma mentalidade conservadora em relação ao paradigma político. Têm medo da mudança, simplesmente, porque não conhecem nenhum exemplo de uma governação nacional "à esquerda".

    É natural e faz parte dos objectivos políticos mudar este tipo de pensamento.

    «Como é possível ainda não termos aprendido com os casos de sucesso que foram/são os estados comunistas e afins?!?!!?»Estes não são e nunca foram um exemplo de socialismo.

    Caro Marco

    Os portugueses não mudam de pensamento, provavelmente, porque as experiências de esquerda do passado foram um fracasso:
    - A URSS implodiu;
    - A China aderiu à economia de mercado.
    Achas que os portugueses vão votar numa ideologia que "faliu" nos anos 90?

    «(...)as experiências de esquerda do passado foram um fracasso:
    - A URSS implodiu;
    - A China aderiu à economia de mercado.
    Achas que os portugueses vão votar numa ideologia que "faliu" nos anos 90?»
    Esta ideologia (que apresentas como exemplo) é apenas uma cor no arco-íris do socialismo(para utilizar uma expressão de Hugo Chávez), ou seja, estás a referir-te não à esquerda mas apenas a uma das suas correntes: neste caso, o socialismo ciêntifico (comunismo).

    Portanto, "os portugueses" só conhecem uma ideologia que "faliu".Falta agora aplicar(ou conhecer) as outras :)

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